Endotension: Rupture of abdominal aortic aneurysm.

Relato de complicação tardia em paciente de alto risco após procedimento endovascular pela técnica chaminé — em que stents são posicionados nos ramos viscerais da aorta abdominal junto a uma endoprótese que exclui o aneurisma toracoabdominal, recurso usado sobretudo quando a cirurgia aberta é arriscada demais.
Após a cirurgia, o paciente apresentou rotura do saco aneurismático sem endoleak visível. Uma segunda intervenção não foi viável pelo alto risco de ocluir todos os ramos, situação agravada pela chaminé prévia.
O mecanismo que faz o saco aneurismático crescer sem endoleak identificável — a endotensão — ainda não foi plenamente elucidado. Seu diagnóstico é de exclusão e difícil mesmo com exames de imagem avançados. O caso mostra que a endotensão é causa possível de rotura e morte.
O artigo foi capa da edição do Jornal Vascular Brasileiro em que saiu.
Abstract
Aortic endovascular exclusion technique called ‘chimney’ consists of placing stents through abdominal aortic visceral branches and a prosthesis that excludes the thoraco-abdominal aneurysm. Stents and an aortic endoprosthesis are placed in the renal arteries. This method is primarily used when open surgery is too risky. The mechanism that provides aneurysm sac increase without the visible presence of endoleaks has not been fully elucidated. The expansion of the aneurysm sac, due to endotension, is difficult to diagnose, even with the use of advanced imaging tests. Its diagnosis is made by exclusion. We present a case of a late complication in a high-risk patient after a ‘chimney’ endovascular procedure. Following the surgery, the patient presented a ruptured aneurysm sac without a visible endoleak. A second intervention was not feasible due to the high risk of occluding all of the branches, and complicated by previous ‘chimney’. Endotension is a possible cause of aneurysm rupture and death.
Original abstract as published in Jornal Vascular Brasileiro.