Lipedema pode ser tratado sem cirurgia: relato de 5 casos

Versão em português do artigo publicado no American Journal of Case Reports.
As diretrizes internacionais descrevem tanto o tratamento clínico quanto o cirúrgico do lipedema, mas a literatura pende para a lipoaspiração como tratamento primário — o que pode gerar a impressão equivocada de que ela é a única forma definitiva de tratar a doença.
São relatados cinco casos em estágios distintos de evolução, cada um com objetivo terapêutico próprio: hematomas persistentes e dor; dor e deposição de gordura; cãibras noturnas e desconforto; espessamento das pernas; e vermelhidão nas pernas. A proposta foi demonstrar a viabilidade da terapia não cirúrgica e a melhora de sinais e sintomas, avaliadas pelo questionário QuASiL e por medidas de volume e proporção.
A conclusão é que a lipoaspiração deve ser considerada uma ferramenta entre outras. Os objetivos de tratamento variam de paciente para paciente, e o tratamento não cirúrgico é viável em casos selecionados.