Lipedema research (2000–2025): a global bibliometric analysis with evidence of an emerging immunological paradigm

Primeira caracterização bibliométrica da literatura sobre lipedema publicada em revista com revisão por pares. Foram reunidas, em maio de 2026, as publicações indexadas no Google Scholar, PubMed, Crossref, OpenAlex e Scopus com «lipedema» ou «lipoedema» no título, deduplicadas por título normalizado e por DOI.
O corpo final tem 942 publicações (1940 a 2025), com 13.688 citações e h-index de campo igual a 60. A produção anual ficou abaixo de 12 artigos por ano até 2009 e chegou a 145 em 2025, com tempo de duplicação de 3,6 anos — duas a três vezes mais rápido que o crescimento da literatura biomédica como um todo. Mais da metade de tudo que já se escreveu sobre a doença (59,3%) saiu nos últimos seis anos.
Estados Unidos (58 artigos), Alemanha (56) e Brasil (54) são os países mais produtivos. Karen Lynn Herbst (EUA) é a pesquisadora mais influente por todos os critérios, com 46 artigos, 1.586 citações e 11,6% de todas as citações do campo. O autor deste site é o brasileiro mais produtivo, com 28 publicações.
A literatura é estruturalmente fragmentada entre especialidades: 69,3% dos artigos não se enquadram em domínio único, e linfologia e flebologia formam o maior bloco classificável (17,1%).
O achado mais relevante é a ascensão da pesquisa imunológica: publicações com conteúdo imunológico no título eram praticamente inexistentes antes de 2019 e chegaram a 4,8% da produção de 2025, com média de citações maior que a dos demais artigos (16,6 contra 14,5) apesar de serem mais recentes. A inflamação crônica do tecido adiposo, mediada por infiltração de macrófagos e pela interação imune-linfática, desponta como o referencial fisiopatológico capaz de unificar as manifestações da doença vistas por cada especialidade.
Referência completa
Amato ACM, Amato JLS, Benitti DA. Lipedema research (2000–2025): a global bibliometric analysis with evidence of an emerging immunological paradigm. Rev Assoc Med Bras. 2026;72(9):e20260760. doi:10.1590/1806-9282.20260760
Abstract
Objective. The aim of this study was to characterize global scientific output on lipedema from 2000 to 2025 and identify emerging thematic trends, with emphasis on the emergence of immunological research.
Methods. Publications indexed in Google Scholar, PubMed, Crossref, OpenAlex, and Scopus were retrieved using the terms “lipedema” OR “lipoedema.” Records were deduplicated by normalized title matching and DOI cross-referencing. Bibliometric indicators computed included publication volume, citation metrics, field h-index, exponential growth rate, geographic distribution, author metrics, specialty classification (journal-name keyword matching supplemented by OpenAlex concept tags), and immunological content (regular-expression pattern matching against a predefined term list).
Results. A total of 942 unique publications were identified, accumulating 13,688 citations (field h-index=60; mean 14.5 citations per article; median 2 citations per article). Annual output grew from below 12 per year through 2009 to 145 in 2025, with a doubling time of 3.6 years (R²=0.90; p<0.001). The United States, Germany, and Brazil were the most productive countries. Karen Lynn Herbst (USA) was the most influential researcher (46 papers; h-index=20; 1,586 citations). Lymphology and phlebology formed the dominant classifiable domain (17.1%), with 69.3% of publications spanning multiple disciplines. Publications with immunological content totaled 30 (3.2%), grew from essentially zero before 2019 to 4.8% of annual output in 2025, and received higher mean citations than non-immunological articles (16.6 vs. 14.5).
Conclusion. Lipedema research is undergoing rapid exponential expansion driven by growing global recognition of a historically neglected condition. The accelerating immunological trend, with consistently higher citation impact, indicates an accelerating paradigm shift toward chronic adipose tissue inflammation as a unifying pathophysiological framework.
Original abstract as published in the Revista da Associação Médica Brasileira (CC BY 4.0).